Maternidade...ser ou não ser eis a questão
Há algum tempo que venho pensando esm escrever um pouco sobre a maternidade, e o ser: MÃE.
Na minha visão a maternidadade é um momento único de puro desvelamento da experiência ser-mãe!
Se isso é bom ou ruim, não posso responder, pois cada um sabe da sua experiência de como viveu desde a primeira desconfiança, passando pela confirmação, a descoberta do sexo, acompanhar o crescimento dele dentro do seu corpo, até ver aquele lindo rostinho na sua frente.
O primeiro encontro com o seu filho é único.
E neste primeiro momento, o bebê muitas vezes é uma incógna, até por que até bem pouco tempo, digo horas, ele estava dentro de você.
Por isso que jogue a primeira pedra quem não se perguntou: o que vou fazer a partir de agora com essecorpinho que chora ?
E quem não vivenciou alguns momentos de desespero diante daquela pequena vida?
Quem não quis que viesse com um manual e com um botão de desliga?
Pois é, é difícil mas é maravilhoso. A conversa, a pesquisa, a troca de informações são muito ricas para as gestantes e principalmente mães de primeira viagem. Leiam bons livros sobre a gestação e sobre os primeiros meses, procure aqueles que reflitam melhor sobre o seu moodo de ser, do seu marido e da sua família, assim você colherá muitos frutos!
Recebi há algum tempo uma crônica da Martha Medeiros que gostaria de compartilhar.
Caso não leve ninguém a reflexão, levará a algumas boas risadas!
Segue o texto da Martha Medeiros:
MÃE É MÃE: mentira!Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães, ok?
Desconstruir alguns mitos.
Não, não precisa se preocupar.
Não é nada ofensivo, eu também sou mãe... e avó!
Vamos lá:
MÃE É MÃE: mentira!!!
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
Agora mãe é um monte de coisas:
é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock e pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!):
moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço,
se quiser também namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.
MÃE É UMA SÓ: mentira!!!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.
O certo, então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.
Ser mãe é padecer no paraíso: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram.
Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que você não tem a mínima ideia de onde fica.
Aí a barra é pesada, pode crer...
Maternidade é a missão de toda mulher: mentira!!!
Maternidade não é serviço militar obrigatório, caraca!
Deus nos deu um útero, mas o diabo nos deu poder de escolha.
Como já disse o Vinícius: filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-los?
Vinícius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece.
Mamãe, eu quero: verdade!
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.
(Martha Medeiros)
